sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

sábado, 15 de dezembro de 2007

Meu Acontecimento



Nem Freud, nem Frida, nem Bowie.
Nada poderia explicar àquele jovem adorador o que estava se passando naquele momento. Sua cabeça girava em torno do seu próprio eixo, mesmo que estivesse parada a olhos nus.

Pessoas.
Que sempre são comentadas e instigantes, mas quase nunca geram textos (muito menos, bons).
As que geram, na maioria das vezes são especiais demais a ponto de medir sentimentos.
Sabe-se lá o que estava se passando pela mente do jovem, que se comunicava de longe e mesmo assim um sentimento muito forte estava começando a surgir e a tendência sim, era aumentar gradativamente.

Um medo principiante lhe tomava a cabeça.
Medo de se envolver e sofrer novamente, embora soubesse que isso não iria acontecer. Era recíproco.
A distância sempre fora o grande problema perante seus relacionamentos, dessa vez talvez fosse a solução. Embora quisesse muito tê-lo ali perto de si, sabia que a distância e a falta lhes aproximariam mais, lhes tornariam íntimos e lhes preparariam para o já esperado encontro.

As coisas aconteciam sem ser esperadas e isso o excitava.
Homem. Que conseguiu o raro. Tirar do jovem um sorriso bobo, uma saudade de algo que nunca houve. Geraria a partir dali algo agradável e que não queria que desaparecesse tão cedo.
Um grande acontecimento. Que lhe deixava bobo, alegre. Acontecimento.
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texto péssimo e concreto, mas infelizmente é assim que eu fiquei,
perdi as palavras e fiquei louco.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Em p/b


Posso começar a procurar os DVD’s pela casa para assistí-los sozinho.Por mais que eu queira levar isso em uma só direção, em linha reta e sem escalas fica praticamente impossível com você indo embora.

Só te vejo pela TV, nos filmes mais clichês e experimentais. Quero muito conhecer pessoalmente minha Audrey Hepburn, lhe pedir autógrafo, tirar foto, abraçar, beijar, sentir teu corpo. É uma pena ter-te longe dos meus olhos de espectador. É quando desisto de assistir o melhor filme de todos os tempos, entrego meu corpo aos mafiosos italianos e tento esquecer-te.

De tanto falar do romance maravilhoso que assisti, acabei recebendo um rolo de película que, em cada frame continham palavras que me faziam desistir de você, desistir de ir ao cinema e comer pipoca quentinha. Quando o terror toma minha mente e meu coração, penso que é praticamente impossível ter você aqui perto. É quando paro pra refletir o quanto somos novos, o quanto temos por fazer, por viver...

O motivo do meu riso de bobo-da-corte?
O motivo das minhas lágrimas que borram a maquiagem oriental?
Minha infelicidade, minhas alegrias repentinas e as nem tão repentinas assim...
O motivo de a minha vida ser um tanto inconstante e analisável é você.

Meu astro retrô, sinta o sabor dos rockabillies. Divirta-se, curta, não se prenda ao coadjuvante nesse curta-metragem onde você é o ator principal. Esqueça de mim, mas não pra sempre.

Vá conhecer Hollywood, Audrey... Cresça, evolua, mas volta... Volta, porque Truman Capote estará aqui aguardando sua Bonequinha de Luxo.
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texto antigo, que não tem mais significado nenhum hoje em dia, mas é bonito e me lembra uma boa fase da minha vida.
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