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Sono que ultimamente não tem vindo
Busco o sentido das palavras nos contextos escondidos
Em sonhos que só vivo enquanto desperto
Felicidades instantâneas, pseudo-sorrisos
Marcados em brasa na face de cada um do rebanho
Pelo fogo no olhar desesperado e cansado
Cansado. Talvez a falta lhe causara isso. Falta.
Uns morrem pelos seus pecados, outros pecam para não morrer
Sonhando sem sono pela redenção que nunca vão ter
Mutável mente que vinha sofrendo, lábios calados e sem ver
Continuo vivendo, pois a verdade não se faz por osmose
E como continuar a buscar realidade se já suicidaram os sentimentos?
Será que eles um dia existiram? O "carpe diem" lhe parecia tentador
Mas fugimos um do outro nessa confusão de mentes
Pois a dúvida e o medo fazem o futuro parecer distante (ou aterrorizante) demais
Fuga, que embora necessária, arboreamente lhe mastigava os sentimentos
Vê?
Pois feche os olhos se sonhar é a maior dádiva de um louco
Sonhar... Ainda sonhara, mesmo que às vezes. Ele tinha asas.
Mesmo que sempre tivera medo de voar
O ilimitado é algo grande demais pra lagarta no casulo
Asas, ainda pensava nelas, por mais que ainda não fosse a hora
Dos dedos já acabara com as unhas na ânsia de renascer
Sabe que pode ser o que quiser. Traz consigo o fogo da fênix, e deseja alto
Deseja aquele anjo pra si, vindo do inferno ou não. Cigarros.
A hora chegará. E se abstém do agora
Pequenos prazeres o fazem esquecer do tempo que ainda falta. Realidade simulada.
Pseudo-felicidade, sorrisos instantâneos. Talvez dor.
Então seu mundo se faz no relógio enquanto olha para a porta
Não deseja mais o sono. Sabe que sonhar é algo que só pode fazer acordado. E quanto maior o sonho, mas alto é o seu vôo.
Por Renan Brum, Elbert Merlin & Nick Ferreira
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