terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Livre, passarinho

O teu corpo é o que desejo
com coração e tudo
Talvez pela mania que tenho
de ver beleza no absurdo

Te quero livre, passarinho
Voa e canta pra mim
Sua barba, colo e seu carinho
E quando for a nossa hora
cada um na sua e fim

Mas espero pelos dias
em que a dança estará ensaiada
Não me sentirei mais tão vazia
Nem fria, seca
Nem frígida, nem nada

O resto do mundo te grita, te atrai, te clama
Todos os sons chamando sua atenção
A maior parte de mim confusa, atônita
Se já te amo ou se ainda não...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

a carta que nunca lerá

Houve um dia em que deitei no seu peito, senti seu gosto e seu falo.
Das palavras ditas, poucas consigo recordar
Já que o que mais me importa é o seu cheiro que ainda me toma.
E em mim se instaurou até o cair do último confete.
Ainda é presente e real.
Meu temor é não ser o mesmo pra você
E tudo ter sido posto naquele cinzeiro velho de motel barato.
Te tive uma vez e espero. Grande, grande, grande.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Spice Up Your Life


Nunca fui muito fã das bandas da minha infância. Sempre ouvi “Secos e Molhados” e “Novos Baianos” por influência (e muito positiva) da minha avó materna, o que me fez aflorar minha sensibilidade. E quando eu achava que não havia mais espaço para feminilidade dentro do meu corpo naturalmente masculino, eis que não mais que de repente, me rendo ao Girl Power das tão vangloriadas no auge dos 90’s, Spice Girls. Suas músicas fizeram sentido e soaram da melhor maneira depois de mais de dez anos que sempre ouvi falar das tais garotas.

Há pouco mais de uma semana assisti ao “Spice World – The Movie” ficção baseada na história e atuada pelas próprias. Além de ótimas sacadas, acentuadas a mim pela minha amiga fã desde o início, o filme é de um grau de humor gostoso de assistir e as personagens de cada uma são completamente ricas em conteúdo. Pronto! Fui fisgado pelas meninas apimentadas.

As Spice Girls foram muito importantes pra juventude de uma época e foram eternizadas para as próximas gerações por terem sido alegres o bastante para fazer um som divertido e inteligente. As meninas queriam ser Spice Girls e os meninos... (Ah, a maioria também queria). Cada uma com suas características particulares que se expandiam no palco. O estereótipo já era predeterminado pra não haver problemas com a rotulação.

Hoje assisti ao DVD do show “Live in Istambul” da primeira turnê delas e achei fenomenal. O pique que elas conseguem ter no palco é incrível. Fiquei boquiaberto com o desempenho de cada uma. E a voz de cada uma eu já consigo reconhecer. Pra quem sempre confundia seus nomes, não estou indo tão ruim assim.

Diante dessa minha nova paixão, hoje em dia bate um leve arrependimento de não ter vivido isso no auge, de não ter gostado e sido fã das Spice como todos eram. Mas de fato, quando conhecemos algo ou alguém quando já temos mais experiência, sabemos lidar melhor e olhar os pontos certos. Eu não fui fã das Spice Girls na minha infância e agora estou resgatando todo esse tempo perdido com muito mais tesão.

Tenho temperado a minha vida com boas doses de Girl Power!