quinta-feira, 31 de julho de 2008

Eu e as Charmosas


Acho um tanto engraçado o meu apego pelas personagens femininas. Seja na música, no cinema, na TV (um tanto rara no meu cotidiano, eu sei), nos contos de fadas ou no meu cotidiano, sempre me identifiquei com as mulheres e isso independe da minha sexualidade ou de coisa parecida. Tenho uma identificação forte com o modo delas pensarem, talvez. Mas não de todas, que fique claro. Não me identifico com mulheres submissas, sem ideais, etc. Pra mim isso é fruto do machismo já estipulado em berço, o que de fato é abominável.

Também não admiro todas as atitudes das mulheres fortes (e quem sou eu pra colocar em pauta o que admiro ou não em meras pessoas como eu?). Desde que apurei meu gosto musical até os dias de hoje, tenho conhecido muitas mulheres da música, seja em épocas antigas ou atualmente. Tenho me identificado um pouquinho com cada uma delas e suas diferentes formas de expressão.

As suas formas de amar também me cativam. Posso estar ouvindo "Get to Denmark" na voz de Mallu Magalhães, onde ela coloca o fato de estar
sofrendo por um amor agora distante em pauta da mais singela forma e com uma bela melodia e letra.

Posso estar assistindo a "Assassinos por Natureza" (1994), onde a espevitada Mallory Knox, interpretada por Julliete Lewis, mata sem piedade alguma e com um sorriso estampado no rosto, junto de seu amor, Mickey Knox, por quem é capaz até de matar! (rsrs)

E posso ainda estar sem nada pra fazer, assitindo à novela das oito, "A Favorita", torcendo para a Donatella se dar bem no final, por me identificar mais com ela (a suposta vilã) do que com Flora (a mocinha chata). Ah, tenho um sério problema de torcer para vilões de novela, talvez pelo mesmo motivo de identificação com ideais e fuga da monotonia que envolve o mocinho.

No cotidiano não consigo nem ao menos enumerar as mulheres as quais sou apegado por me acrescentarem algo a mais. Cada uma da sua maneira e com seu jeitinho especial, são capazes de me efeitiçar com pequenas atitudes admiráveis. As mulheres que tenho a minha volta são dignas de um altar.

De fato a minha admiração pelo universo feminino se deve ao fato de eu mantê-las sempre a um patamar acima, algo meio inalcansável que eu mesmo fiz questão de não alcançar, por admirar tanto a cada uma delas e todas as suas multi-faces. Não é necessário sexo ou atração para ser eternamente apaixonado pelas mulheres.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dialogando sobre Filosofia e filosofando sobre o diálogo

[ Imagem: Banksy ]


Vivo num mundo onde ter boas conversas e uma amizade rica é privilégio de poucos.
Vivo num mundo extremamente egoísta onde cada um quer expressar as suas idéias, colocar todos os seus pensamentos em pauta sem dar a menor importância ao que é dito pelo outro.
Vivo num mundo de idéias superexpostas onde o diálogo e o crescimento e enriquecimento de assuntos são quase nulos. Um show de idéias supérfulas visível a todos os olhos e sem precisar pagar nada por isso.

Me considero um sortudo por conhecer pessoas que me acrescentam de alguma maneira, amizades que considero ricas, essenciais e que me proporcionam uma espécie de jogo de palavras e opiniões. Sejam amigos, primos, conhecidos... As pessoas que me fazem pensar são as que eu prezo estar perto, sem sombra de dúvidas.

Odeio o tipo de "conversa" onde o diálogo não flui, cada um fala suas coisas: o livro que leu, a música que mais gosta, o perfume que mais usa... E as idéias não são aprofundadas, numa espécie de pesquisa superficial do escolhido pelo outro.

Faz-se o silêncio, pesquisa concluída.
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quarta-feira, 5 de março de 2008

O BLOGGER ME ODEIA

tentei por três vezes postar um texto sobre a nova estética desse canto que eu escrevo e o blogger fez questão de apagar as três vezes.

essa mudança se tornar concreta de fato, foi determinada após eu ter me empolgado um pouquinho mudando o blog do Zeh. Não que eu já não estivesse com muita vontade de mudar tudo por aqui.

bem, espero que gostem e peço desculpas por não haver um bom texto mais explicativo, falando sobre a mudança no meu ponto de vista, na minha forma de pensar e blablablá, como já disse, o blogger me odeia!
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Contemporaneando

Revendo antigos textos, folheando livros empoeirados...

Os valores mudam e não há nada que possa parar esse ciclo. Nada que possa pausar essa evolução. Me vejo, de certa forma, mais positivo no que faço ou mais confiante no que antes agia inseguramente. Ah, bendito melodrama. Todas as minhas alegrias não são nem um pouco momentâneas. As tristezas sim.

A forma que se trata e a ênfase que se dá ao momento e à situação fazem com que seus valores variem. Hoje em dia me vejo muito mais feliz do que triste. O que não quer dizer que antes eu era um 'poço de tristeza e mágoa'. Apenas vejo com outros olhos, evoluído ou não, as mesmas situações de alegria e tristeza. Obviamente, sabendo dosar isso tudo.

Ok, acho que só eu estou me entendendo.

Engraçado como, ao completar mais um ano de vida, a gente se sente mais adulto de certa forma. Bastou passar uma semana do meu último aniversário pra 'auto-perceber' algumas atitudes mais maduras e mais conscientes das que eu teria. Talvez essa evolução no modo de analisar as coisas venha daí também. Não sei.

O que sei apenas é que os bons momentos se multiplicaram. E talvez isso também esteja acarretando na mudança da minha visão dos momentos bons e ruins. Está tudo muito intenso e isso de certa forma, é extremamente excitante.

E eu sei lá de onde eu estou tirando tanta coisa pra falar, era só uma notinha, porra!
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

nesse ano que mal começou...

» Fiz dezessete anos (sou mais velho que o Eduardo do Renato Russo).
» Conheci meninas novas, mas nenhuma pro meu bico.
» Me apaixonei.
» Festejei aniversários da prima, do irmão, das tias...
» Engordei e emagreci.
» Briguei com pessoas que amo muito.
» Amei pessoas com quem brigo muito.
» Dormi fora de casa incontáveis vezes.
» Dormiram na minha casa...
» Fui à praia com pessoas que só verei daqui há muito tempo.
» Recebi uma homenagem no nome de um peixe.
» Arrombei a minha orelha um pouquinho.
» Me depilei.
» Assisti TV, assisti a filmes.
» Brindei fins de semana perfeitos.
» Tentei dormir e não consegui.
» Ri muito e chorei muito.
» Considerei 'Novos Baianos' a melhor banda dos anos 70.
» Fui ao shopping, ao boteco, à casa de amigos...
» Dormi abraçado.
» Descobri que a maioria dos meus ídolos na música são mulheres com vozeirão.
» Conheci pessoas e desconheci pessoas.
» Criei um personagem e quis ser um.
» Senti raiva.
» Senti tesão.
» Senti tristeza.
» Senti.
» Falei que ia em um lugar, fui pra outro.
» Amei e desamei.
» Criei bordões.
» Recebi apelidos.
» Me contaram segredos.
» Me guardaram segredos.
» Comecei um curso bacana.
» Ganhei dinheiro pra aprender o que gosto.
» Ajudei na produção de uma lanchonete.
» Tirei fotos e apaguei algumas (ficaram feias).
» Cortei o cabelo.
» Bebi álcool e comi pimenta pura.
» Consolei amigos problemáticos.
» Fui um amigo problemático precisando de consolo.
» Aprendi músicas em inglês.
» Desaprendi algumas em português (da Pitty, ainda).
» Namorei de mentira.
» Namorei de verdade.
» Terminei o de verdade.
» Admirei pessoas.
» Confundi minha cabeça.
» Quer dizer... Confundiram ela.
» Fiz sessões de fotos.
» Não mudei de signo.
» Fiz planos pra viajar.
» Não viajei.
» Fiz mais planos.
» E não fui de novo.
» Dancei e cantei alto.
» Resolvi coisas que só vou fazer daqui a dez ou vinte anos.
» Saí correndo pela rua de trenzinho.
» Dancei pra câmera das Lojas Americanas.
» Apostei corrida numa estação de metrô.
» Discuti problemas familiares com pessoas que não conheço.
» Vivi grandes acontecimentos.
» E ainda espero pelo maior deles, por mais que tudo esteja do jeito que está...

Vai dar...



"No canto do cisco, no canto do olho, a menina dança".
Novos Baianos »
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Querido Diário...

No fone baladinha Wino, na orelha dor suportável (dois milímetros)... Ando sendo mais objetivo no que quero, assim fazendo o mesmo no que escrevo. Objetivo.
Acordando quase todos os dias de uma maneira diferente, agora ando um tanto sem rotina. Gosto disso. Depois do carnaval, começar a viver de fato. Curso, pseudo-trabalho, coisinhas novas!

Se fosse pra entender, já o teria feito, já havia entendido. Cansei de entender as pessoas. O ser humano realmente é um bicho que não se entende de maneira nenhuma (e olha que eu tento). Disposição? Isso é coisa que não me falta, juro estar disposto até o momento que for propício pra acontecer. Tá, chega. :-P

Ando meio cansado de ajudar minha vó na lojinha lá (minha vó abriu uma lanchonete). Amassar massa e fazer Kibe não é comigo! Mas o melhor disso tudo é beber guaraná natural a cada quinze segundos (acabei de arrotar guaraná).

No fone baladinha YYY's, na orelha suportável dor (ainda dói)... Tenho estado mais nariz em pé.
Paciência.
Acordo todos os dias com vontade de pessoas.
Gosto disso.

Depois do carnaval, coisinhas novas!
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Narrativa da Tempestade e o seu Fim


Por vezes, preferia não escrever sobre acontecimentos que já tivessem cicatrizados dentro de si, talvez medo da lembrança ou da saudade de fato.

A falta de importância, (muito diferente de intensidade) de certa forma, lhe incentivava a relatar. Tivera mais um pseudo-amor não acrescentável à sua vida ou ao seu ciclo.

Sentia o forte vento em seu rosto, assistia a raios e relâmpagos, tempestade sem chuva.

Relacionamento sem amor = Tempestade sem chuva.

Por vezes intenso, porém insosso.
Forte, bonito a olhos espectadores, sem alma. Tosco.

Passou. O violão verde residente na alma já está sendo reafinado, desta vez por mim mesmo.

Sem chuva.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Violão Verde



Foi se o tempo em que era abalado.
Suas cordas tocadas e soadas de maneiras diferentes.
Tudo já o havia modificado
Se era bom, só ele sabia.

Não era.

Já fazia tempo que precisava mudar.
Mudanças.
Com suas cordas fracas...
Não tinha mais um bom som.
Os mesmos que tentavam reafinar, desafinavam mais ainda
e iam
e esqueciam

Madeira maciça
Que fazia questão de exibir
Verde.
Dura.
Inabalável.

Madeira maciça compondo
um violão verde.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Faxinando


estantes impregnadas de poeira.
gotas de suor caem do meu rosto.
cansado estou.

revistas velhas, páginas soltas.
abro a lata e nela jogo
tudo aquilo que não mais me acrescenta.

discos, livros, pesquisas.
prontos para serem lidos e ouvidos pela primeira vez.
novos estão.

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