Certa vez me peguei pensando o quão escroto é usar as cores do Brasil em época de Copa do Mundo e desfiz meu próprio pensamento logo depois. Que cores eu usaria? Usaria minha camisa laranja se não fosse apedrejado pelos patriotas que odeiam a seleção holandesa.
Com a minha conformidade diante dessa situação, sei que vou acabar me rendendo e diminuindo a minha opção diante do meu nada vasto guarda-roupas. Ou seja, lá vou eu comprar uma camisa amarela com detalhes verdes pra ficar no clima de torcida, um hexa-campeonato até cairia bem em tempos brasileiros de glória e fim do mandato do melhor presidente que eu já vi na minha curta vida.
Ficarei na torcida sim (e muito bem trajado), embora só entenda de futebol quando os outros a minha volta gritam “GOL!”, mas de fato vou reaproveitar a camisa no dia 3 de outubro, onde o meu patriotismo fala com mais razão, e deixo claro o meu voto: #Marina43.
terça-feira, 25 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
minha Pasárgada

Lugar tão distante
Que pego mil conduções
E chego, já com outro semblante
Afim de viver e cumprir
minha lista de aparições
Chego e sento no bar
Troco idéia com o rei, dos meus chegados
De lá vou pro rio nadar
Com a mulher que eu escolher
e se de mulher eu gostar
já que não tenho porque me enganar
peco com ela até me perder
Aqui sou Zé ninguém
Mas consigo ser mais dentro de mim
Só de primos são mais de cem
tenho primos a esmo
já que nenhum é de sangue mesmo
Sou ciclista com o vento a me esfriar
Sou fascista e tomo banho de mar
Aqui lembro até de como se faz pra nadar
E ouço histórias dos orixás
Que vêm correndo só me contar
As meninas passeiam e meu pescoço a se retorcer
Com um bom rebolado e danças típicas da região
O celular é desligado, me recuso a atender
qual-quer tipo de ligação!
Quem quiser realmente me achar,
no meio da praça em que viajo tem um orelhão.
Mas sem preocupações
Sempre volto pro cotidiano indelicado
Que trata de me enfurecer
assim garantindo que o rei volte a me ver
na mesma mesa de bar
As meninas vão agradecer
sempre que à minha Pasárgada eu voltar.
-poema inspirado em “Vou-me embora pra Pasárgada” de Manuel Bandeira.
Que pego mil conduções
E chego, já com outro semblante
Afim de viver e cumprir
minha lista de aparições
Chego e sento no bar
Troco idéia com o rei, dos meus chegados
De lá vou pro rio nadar
Com a mulher que eu escolher
e se de mulher eu gostar
já que não tenho porque me enganar
peco com ela até me perder
Aqui sou Zé ninguém
Mas consigo ser mais dentro de mim
Só de primos são mais de cem
tenho primos a esmo
já que nenhum é de sangue mesmo
Sou ciclista com o vento a me esfriar
Sou fascista e tomo banho de mar
Aqui lembro até de como se faz pra nadar
E ouço histórias dos orixás
Que vêm correndo só me contar
As meninas passeiam e meu pescoço a se retorcer
Com um bom rebolado e danças típicas da região
O celular é desligado, me recuso a atender
qual-quer tipo de ligação!
Quem quiser realmente me achar,
no meio da praça em que viajo tem um orelhão.
Mas sem preocupações
Sempre volto pro cotidiano indelicado
Que trata de me enfurecer
assim garantindo que o rei volte a me ver
na mesma mesa de bar
As meninas vão agradecer
sempre que à minha Pasárgada eu voltar.
-poema inspirado em “Vou-me embora pra Pasárgada” de Manuel Bandeira.
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