domingo, 21 de fevereiro de 2010

a carta que nunca lerá

Houve um dia em que deitei no seu peito, senti seu gosto e seu falo.
Das palavras ditas, poucas consigo recordar
Já que o que mais me importa é o seu cheiro que ainda me toma.
E em mim se instaurou até o cair do último confete.
Ainda é presente e real.
Meu temor é não ser o mesmo pra você
E tudo ter sido posto naquele cinzeiro velho de motel barato.
Te tive uma vez e espero. Grande, grande, grande.

Um comentário:

Cristina Jeickel disse...

É incrível os motéis baratos tem uma atmosfera incrivelmente sedutora.