sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Regador

Foto: A Meu Jeito
.
E mais uma vez, antes do sono consumir o corpo histericamente confuso daquele jovem adorador, ele se via diante de folhas em branco que aguardavam solenemente por jatos de tinta que pudesse escrever algo, acrescentar ali alguma parcela de vida.
Fazia calor, muito calor. Deitado em seu leito improvisado ao chão do quarto abafado. Fazia calor, muito calor.

Na sua mente, uma forma de demonstração tentava se esconder entre os vestígios de uma boa lembrança que fazia questão de não desaparecer. Não que ele o quisesse, adorava lembrar. Demonstrar tamanho amor, desejo ou vontade não era tão simples quanto imaginara no início.
Medo das conseqüências de um platonismo, do não-recíproco. Jogar pro alto e colocar tudo a perder. Odiava se arriscar, mas agora era inevitável. Fazia calor, muito calor.

Seria impossível se apaixonar por um anjo? Anjos não tem sexo, mas conseguem ser encantadores. Ele se via encantado pelo seu anjo, que, ao contrário de todos, tinha sexo e o excitava, era doce e o acalentava.

Ria sozinho, como quem vive em constante monólogo. Lembrava que os mais conservadores eram os que tinham razão.

Anjo infernal... Meu anjo infernal...


.

3 comentários:

Nina 512 disse...

huhu

amei

comentários? sim
mas só qnd nos encontrarmos de novo

entendo tudo perfeitamente

tudo fica mais claro qn se vive
o que se escreve...
ou o que se lê...




bjox x x

Rodolpho Dutra disse...

Oi? Msns Subliminares?

Nada rapá
Mas se controle, hem? Se não daqui a pouco o platonismo pode exceder os sentimentos e se tornar falta.


oliviassimoes disse...

wow, platonismo é realmente apaixonante. XD

Principalmente qunaod você escreve ;D

perfeito