segunda-feira, 14 de junho de 2010

Vê de Vitória



Vitória fica na lembrança e, embora a viagem tenha sido maravilhosa, voltar pra casa é o que mais almejo. Ter de volta tudo que é meu, tudo que não é mas faz parte de mim. Ter tudo bem perto, para acolher com minhas asas que já voaram demais. A impressão que levo daqui é de longe uma das melhores. Pensar minunciosamente estando distante é o que há de melhor e minhas noites sem sono não me deixam mentir.

Aqui conheci a tão bendita e apaixonante menina que sabe nadar e tive a prova do motivo pelo qual estava aqui, ela é realmente tudo que meu ouvido escutou. Aqui conheci lugares que gostei de ficar, aqui até bola joguei, aqui meu estômago resolveu pifar e meu corpo tremer, por culpa dos ventos tão gelados que a noite trazia. Aqui enfim vi os olhos de um tão mudado moço pelo qual meu coração outrora infante teimaste em fingir se apaixonar. Bebemos cerveja ouvindo pagode, rimos das vicissitudes da vida.

Vi o mar e a ponte, vi o amor entre duas pessoas nascendo, e vi tão de perto… Levo mais bagagem nas costas, levo minh’alma mais leve. Me levo entregue, pra ferir essa saudade.

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