sexta-feira, 29 de julho de 2011

persona

Falar de mim é sempre cruel. Isso quando sou eu mesmo quem fala. Certa vez alguém me disse que eu ajo como se minha vida fosse um filme ou uma música. E disse como se isso fosse um ato proposital. Na época eu não entendi direito e me calei, como sempre faço ao analisar opiniões alheias sobre mim. Hoje minha posição é completamente diferente.

Personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém (Meus agradecimentos à Wikipédia).

Ver e viver uma eterna poesia não é nada opcional da minha parte. Talvez por isso hoje eu não consiga focar meu sentimentalismo em uma só arte e então me vejo perdido no fim de uma estrada que ali bifurca, trifurca, multifurca! Será que é tão difícil pra quem vê de longe ou até mais de perto aceitar o que nos tornamos? Ou até o que nós fomos um dia e passou? Aquilo que eu talvez tenha sido um dia... Passou?

A resposta disso eu carrego comigo, no que faço e na maneira que eu ajo hoje. Sempre me perco nas minhas análises sobre mim e sobre os outros quando se trata de qualidades e defeitos. Isso deve ser alguma qualidade pessoal. Ou algum defeito.


P.s.: A minha orelha é realmente torta e esquisita. Isso faz parte da minha aparência e segundo a Wikipédia (eterna companheira de dúvidas), aparência é o aspecto ou aquilo que se mostra superficialmente ou à primeira vista. Daí teríamos mais um monte de linhas que não vou nem começar a escrever. Falar mais de mim, ainda mais se tratando de aparência, seria ainda mais cruel.

Um comentário:

Zeh Alsanne disse...

É sempre difícil falar de nós mesmos, porque conhecemos muito mais aquilo que desejamos ser do que realmente somos. Mas esse esforço é válido. E permite até um jogo individual, brincando com nossos desejos e tbm nos auto-sabotando.

A sua orelha é realmente torta? Nunca parei pra reparar. Só sei disso porque você sempre comentou.