sábado, 24 de novembro de 2007

Aos Meus Únicos Dois Leitores


Sorriso estampado no rosto infante.
Ela parecia estar sempre feliz.
Cachimbo. Pensamentos furiosos e trapaceiros.
Ele vestia amarelo.
Talvez um casal que se amava.
O mundo contemporâneo permitira que ainda fossem.

A menina de voz doce e gargalhada acolhedora se via completamente louca de sentimentos fortes e ainda desconhecidos.
Pessoas aparentemente perfeitas. Aparências.

Poderia ser mútuo. Menino com feições suaves e pensamentos rígidos. Apresentava-se em tablados, um bom galanteador. Já seduzira muitas. Já seduzira muitos. Antagônico artista popular.

Ela desabafara talvez com a pessoa errada. Benij. Afastou-se de quem gostava e disso nada gostava. Problemas sempre faziam questão de atormentar vidas bem organizadas, tudo parecia dar errado. Murphy criara uma lei para isso, e não havia sido por acaso.

Ele seduzira talvez a pessoa errada. Benij. Tinha muitos personagens guardados em uma bela mochila de pano, um tanto surrada. Adorava usá-los em ocasiões certas. Personagens de cetim. Discreto, talvez seu melhor amigo fosse algum dos seus muitos pseudônimos. Seus segredos, provavelmente nem ele sabia em sã consciência. Talvez não confiasse em si.

Menina que sofria, amava, sentia, morria.
O sorriso não saia da sua face e cativava todos que por ela passavam. Todos que pela vida dela passavam e por ela eram amados.
Menino que vivia, pulava, gritava, sabia.
O amarelo das suas vestes parecia desbotar e afastar todos que por ele passavam. Todos que pela vida dele passavam e por ele eram acrescentados.

Benij tinha o bom trabalho de analisar as mentes vagantes dos jovens meninos. Conhecia-os muito menos que quisera, já provara ambos os corpos e ainda os tinha em mente, mesmo que de forma embaçada e aleatória. Mentiras apareciam e sumiam com freqüência naquela atordoada relação.

A menina.
Um desejo forte, talvez. Uma tara, um medo.
Sim, talvez medo.
De se ver com outra pessoa, de se entregar a outro, um estranho qualquer que não fumava cachimbos e nem andava de bengalas. Um menino simples com sentimentos bons e feições frígidas. Seria muito mais simples, se ela quisesse assim.

O menino.
Fetiches, sexo.
Talvez a fase juvenil que estivera passando ofuscasse o sentimento puro que lutava contra seu próprio corpo pra continuar a existir. Uma menina o encantara e ele a tentava esquecer (ou não) mas continuava a se aproveitar de seu corpo, de seu amor. Liquidificador de corpos.

Talvez um casal que se amava.
A mente de ambos permitira que ainda fossem.

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3 comentários:

Nina 512 disse...

.

não estou em estado emocional bom pra comentar.

mais tarde eu volto. prometo.

mesmo assim. obrigada.

.


bjox x x

Na Beira do Palco disse...

é... então...
sem saber mto o q dizer tmb.
texto lindo, e perfeito pros dois seres em questão.
é... é isso.

Rodolpho Dutra disse...

Oi? Alguém anda me conhecendo mais do que eu mesmo?

huHAUa

Té amo meu querido, e vc deve saber disso.

Precisamos conversar.
Bjo